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Saulo Dentista: “Prefeito descumpre lei que prevê segurança nas escolas”

O vereador Saulo Teixeira Alberto da Costa (PSL), Dr. Saulo Dentista, protocolou, no dia 9 de agosto, documento pedindo explicações e providências ao prefeito de Poá, Giancarlo Lopes, quanto ao não-cumprimento da Lei 4005/18, que prevê a contratação de seguranças, controladores de acesso e outras ações que garantam a segurança de “alunos, professores, funcionários, pais e outros em todos os estabelecimentos escolares públicos municipais de Poá” (Art. 1º). O objetivo é evitar que outros episódios como o ocorrido na EMEB Antônia Mello Regianni, onde um indivíduo entrou na unidade e furtou a bolsa de duas professoras, colocando em risco a vida de várias crianças e também dos funcionários que estavam na escola, possam se repetir em outras instituições da cidade. “Esse documento é um reforço ao empenho das mães, que montaram uma comissão e vêm lutando para que haja mais segurança nas escolas, principalmente após o ocorrido na Mello Regianni. Se as crianças estivessem devidamente uniformizadas, provavelmente este indivíduo teria sido percebido. Também é necessário que haja controladores de acesso, que seja feita a ronda, tanto de dia quanto de noite. O projeto dessas escolas é muito vulnerável, com muros muito baixos. A invasão nesta escola poderia ter sido muito pior, justamente pela falta de segurança”, frisou o vereador em seu discurso na tribuna.


Na quarta-feira (14), o prefeito Gian Lopes recebeu em seu gabinete uma comissão de pais de alunos - cinco pais e uma professora de outra escola, além do jornalista Aécio Ramos. Durante o encontro, o chefe do Executivo não autorizou a entrada nem de assessores de vereadores nem da imprensa da região. A reunião durou cerca de duas horas e, segundo Jane Lima, mãe de uma  aluna e membro da comissão de mães da escola Mello Regianni, todos os pedidos foram levados ao prefeito, que prometeu a realização de melhorias na unidade e o reforço da segurança na escola. Contudo, não estipulou prazos, dizendo que, de imediato, somente essa unidade será beneficiada.


“Nós pedimos a ele que a lei (4.005/18) seja cumprida, mas ele disse que não seria possível fazer isso de uma hora para a outra. Faz tempo que estamos reivindicando, além do reforço na segurança, que a escola seja fechada por causa do frio. Inclusive, entregamos seis ofícios pedindo essas melhorias. As crianças vivem doentes por causa da friagem. Minha filha é uma delas”, relatou.


Jane disse, ainda, que também foi prometido que seria destinado um guarda civil para atuar nos arredores da escola. “De imediato, ele prometeu um guarda e a colocação de concertinas e vidros. Também ficou acertado o uso de crachás, para evitar a entrada de estranhos na unidade.”   

Ainda segundo Jane, Gian Lopes teria colocado como impedimento para o cumprimento da Lei 4.005, que prevê controladores de acesso nas escolas, a falta de recursos financeiros, citando a perda do Imposto Sobre Serviço (ISS) do Banco Itaú - cerca de R$ 140 milhões por ano.


Já o pai de um aluno da Mello Regianni, Jorge Quintiliano Neto, que também participou da reunião, disse que o prefeito fará a licitação para pôr concertinas, vidros e grades na unidade: “A licitação não é para pôr guardas. Ele não vai cumprir a Lei (4.005/18). E as melhorias serão só na Mello Regianni”, frisou, acrescentando que não foi dado prazo para essas melhorias por falta de verba e que o prefeito prometeu, sim, viabilizar rondas nas imediações da escola.            


“Acho um absurdo o prefeito limitar a entrada da Imprensa numa reunião que tratou de um assunto de suma importância, principalmente depois da tragédia ocorrida na Escola Raul Brasil, em Suzano, quando oito alunos perderam a vida após dois rapazes, que se mataram em seguida, entrarem na unidade atirando a esmo”, lembrou o vereador.  







VS Comunicação Assessoria

Texto e fotos: Vania Sousa

Tel: 11 96565-4394


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